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Entendendo a Epilepsia em Crianças

Atualizado: 10 de mar.

A epilepsia é uma das condições neurológicas crônicas mais comuns na infância. Ela é definida pela predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas recorrentes, associada às suas consequências clínicas, cognitivas e psicossociais.


O que é uma crise epiléptica?

Uma crise epiléptica ocorre quando há atividade elétrica anormal e excessiva em grupos de neurônios no cérebro. Dependendo da região cerebral envolvida, a manifestação pode variar bastante.

Nem toda crise epiléptica envolve convulsões.


Close-up view of a child's brain scan showing abnormal electrical activity

Principais sinais e sintomas

As crises podem se apresentar de diferentes formas, por exemplo:

  • Abalos musculares ou movimentos involuntários

  • Rigidez do corpo

  • Perda de consciência

  • Olhar fixo com interrupção do contato com o ambiente

  • Movimentos automáticos (como mastigar ou manipular objetos)

  • Sensações estranhas ou alterações súbitas de comportamento

Em crianças pequenas, alguns episódios podem ser sutis e confundidos com distração ou comportamentos habituais.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na descrição detalhada dos episódios e no exame neurológico.

Exames complementares podem auxiliar na investigação, como:

  • Eletroencefalograma (EEG)

  • Neuroimagem, geralmente por ressonância magnética

Esses exames ajudam a classificar o tipo de epilepsia e orientar o tratamento, seguindo as classificações propostas pela International League Against Epilepsy.


Evolução da epilepsia na infância

A evolução depende de diversos fatores, incluindo:

  • tipo de epilepsia

  • causa subjacente

  • idade de início

  • resposta ao tratamento

Muitas epilepsias da infância apresentam bom controle com medicação e, em alguns casos, podem entrar em remissão ao longo do desenvolvimento.


Tratamento

O tratamento geralmente envolve medicações antiepilépticas, escolhidas de acordo com o tipo de crise e síndrome epiléptica.

Em situações específicas, outras abordagens podem ser consideradas, como:

  • dieta cetogênica

  • cirurgia de epilepsia

  • terapias complementares para desenvolvimento



O objetivo do tratamento é controlar as crises, reduzir impactos no desenvolvimento e garantir qualidade de vida para a criança e sua família.




 
 
 

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